Quem és tu?
Tenho refletido bastante sobre essa questão de quem se é. Quem é você? Quem sou eu? É possível enquadrar cada um em um rótulo? Se cada pessoa é um universo, muito complexo, seria possível sermos uma coisa só? Penso nas relações sociais, nas mídias sociais, nas interações que temos e que afinal, compõe aquilo que somos. Percebo que hoje é possível criar uma personalidade para cada ambiente. Ser uma pessoa com os amigos íntimos, outra com o companheiro, outra no trabalho, outra no facebook, outra no blog e assim vai. E essa tentativa cada vez maior de se autoafirmar na web, de tentarmos transparecer felicidade plena e equilíbrio nas redes sociais através de posts, fotos, frases feitas. Questiono-me qual o objetivo disto tudo, visto que nada disso interfere na vida real, nas relações reais. Ao vivo e à cores, cada um é o que se é, não é possível se criar alguma coisa, é aquilo e pronto. De nada importa o número de amigos que se tem, a quantidade de curtidas em cada postagem, a essência de cada mensagem publicada. Na carne, somos o que somos, não tem o que maquiar ou fingir. Somos seres imperfeitos, cada um em sua complexidade.
Hoje existe essa necessidade de se enquadrar, e para alguns, existe a necessidade de enquadrar os outros, julgar, ser julgado. Se ages de tal forma, és tal coisa. Essa visão simplista tem me incomodado. Como que cada um se resume a tão pouco, poucas impressões, poucas informações. E como as pessoas tentam cada vez mais passar uma imagem diferente do que se é de verdade. Sinto falta da espontaneidade, da expressão livre dos sentimentos, sem medo do que os outros irão pensar. A imagem será tão mais importante do que o verdadeiro eu? Acho bonito isso de ser, de modo simples, ser o que se é. Eu decidi que não quero mais me encaixar em nada. Não sou nada. Nem quero ser nada. Não quero ser a pessoa zen, a pessoa legal, a pessoa sorridente, a pessoa feliz, a pessoa amável, a pessoa bondosa, a pessoa blablablá. Sou o que sou, esse ser inconstante, que erra, que peca, que magoa, que fuma, que bebe, que machuca, que sangra, que é cheia de defeitos. É por isso que estou na busca, no caminho, para me encontrar.
A verdade é que ninguém é nada. Isso de se enquadrar serve apenas para ser aceito. Aceito pra quê? Por quem? Eu quero me aceitar. Eu, pra mim, para interagir com o mundo sem medo dos outros. Inicio agora meu processo de desconstrução.
Desconstruir para Construir
Às vezes, é necessário pôr a casa abaixo para reconstrui-la em bases mais fortes para suportar as intempéries. Feito isso, abrigamo-nos com mais segurança e desfrutamos de maior conforto. Assim também é com a nossa casa interior, se nos sentimos inseguros dentro dela, se somos alvos do medo, da apreensão, enfim, se nos sentimos desconfortáveis conosco mesmos é sinal de que algo não está bem em nossa estrutura, naquilo que nos mantêm ou nos nutre. Então, é nesse momento que necessitamos parar para conferir como verdadeiramente estamos interiormente, é chegada a hora de nos fazermos algumas perguntas acerca dos valores ou crenças que têm norteado a nossa lide existencial.
Caminhos bons existem, mas, muitos preferem atalhos na esperança de seguir mais depressa. Porém, ante o inesperado da desconhecida trilha, são estes mesmos atalhos que os perdem de si e da própria vida, muitas das vezes numa passagem de ida sem volta. É fácil culpar o imprevisível ou a má orientação externa pelas quedas e fracassos, o mais difícil talvez seja responsabilizar-se pelas escolhas ou, no mínimo, ter a humildade de reconhecer os desacertos.
Desconstruir-se, então, significa revelar-se por inteiro para si mesmo, para conscientemente e com presteza iniciar um processo de eliminação e desapego de tudo quanto foi assimilado de negativo em nível de padrão existencial e comportamental. Para alguns pode até ser penoso desligar-se de antigas crenças, vícios, deficiências, ilusões e valores inadequados, mas, não há outro caminho que não seja este para por fim ao que causa sofrimento e frustrações comprometendo a vida e o bem-estar que se deseja. O verdadeiro e profundo transformar-se passa, inevitavelmente, por esta invulgar vivência de superação de si mesmo, uma vez que reside interiormente toda a base da conduta humana.
Feito isto, se inicia uma nova construção da vida baseada em posturas seletivamente conscientes, produtivas e saudáveis, onde a humildade em aprender a cada dia e a perseverança devem direcionar os fazeres de forma progressiva e constante.
Nesse construir de novo há que existir espaço não só para as realizações do corpo e da materialidade, mas há que se pensar também em alimentar a alma, o espírito e tudo quanto seja também proveitoso e motivador para aqueles que se encontram à nossa volta, às vezes, esperançosos por uma luz que os despertem também para um novo modo de viver.
Boa Reflexão para você.
Willes da Silva
*Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/blog/b.asp?id=9560
Hoje existe essa necessidade de se enquadrar, e para alguns, existe a necessidade de enquadrar os outros, julgar, ser julgado. Se ages de tal forma, és tal coisa. Essa visão simplista tem me incomodado. Como que cada um se resume a tão pouco, poucas impressões, poucas informações. E como as pessoas tentam cada vez mais passar uma imagem diferente do que se é de verdade. Sinto falta da espontaneidade, da expressão livre dos sentimentos, sem medo do que os outros irão pensar. A imagem será tão mais importante do que o verdadeiro eu? Acho bonito isso de ser, de modo simples, ser o que se é. Eu decidi que não quero mais me encaixar em nada. Não sou nada. Nem quero ser nada. Não quero ser a pessoa zen, a pessoa legal, a pessoa sorridente, a pessoa feliz, a pessoa amável, a pessoa bondosa, a pessoa blablablá. Sou o que sou, esse ser inconstante, que erra, que peca, que magoa, que fuma, que bebe, que machuca, que sangra, que é cheia de defeitos. É por isso que estou na busca, no caminho, para me encontrar.
A verdade é que ninguém é nada. Isso de se enquadrar serve apenas para ser aceito. Aceito pra quê? Por quem? Eu quero me aceitar. Eu, pra mim, para interagir com o mundo sem medo dos outros. Inicio agora meu processo de desconstrução.
Desconstruir para Construir
Às vezes, é necessário pôr a casa abaixo para reconstrui-la em bases mais fortes para suportar as intempéries. Feito isso, abrigamo-nos com mais segurança e desfrutamos de maior conforto. Assim também é com a nossa casa interior, se nos sentimos inseguros dentro dela, se somos alvos do medo, da apreensão, enfim, se nos sentimos desconfortáveis conosco mesmos é sinal de que algo não está bem em nossa estrutura, naquilo que nos mantêm ou nos nutre. Então, é nesse momento que necessitamos parar para conferir como verdadeiramente estamos interiormente, é chegada a hora de nos fazermos algumas perguntas acerca dos valores ou crenças que têm norteado a nossa lide existencial.Caminhos bons existem, mas, muitos preferem atalhos na esperança de seguir mais depressa. Porém, ante o inesperado da desconhecida trilha, são estes mesmos atalhos que os perdem de si e da própria vida, muitas das vezes numa passagem de ida sem volta. É fácil culpar o imprevisível ou a má orientação externa pelas quedas e fracassos, o mais difícil talvez seja responsabilizar-se pelas escolhas ou, no mínimo, ter a humildade de reconhecer os desacertos.
Desconstruir-se, então, significa revelar-se por inteiro para si mesmo, para conscientemente e com presteza iniciar um processo de eliminação e desapego de tudo quanto foi assimilado de negativo em nível de padrão existencial e comportamental. Para alguns pode até ser penoso desligar-se de antigas crenças, vícios, deficiências, ilusões e valores inadequados, mas, não há outro caminho que não seja este para por fim ao que causa sofrimento e frustrações comprometendo a vida e o bem-estar que se deseja. O verdadeiro e profundo transformar-se passa, inevitavelmente, por esta invulgar vivência de superação de si mesmo, uma vez que reside interiormente toda a base da conduta humana.
Feito isto, se inicia uma nova construção da vida baseada em posturas seletivamente conscientes, produtivas e saudáveis, onde a humildade em aprender a cada dia e a perseverança devem direcionar os fazeres de forma progressiva e constante.Nesse construir de novo há que existir espaço não só para as realizações do corpo e da materialidade, mas há que se pensar também em alimentar a alma, o espírito e tudo quanto seja também proveitoso e motivador para aqueles que se encontram à nossa volta, às vezes, esperançosos por uma luz que os despertem também para um novo modo de viver.
Boa Reflexão para você.
Willes da Silva
*Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/blog/b.asp?id=9560


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