Solidão?
Já não ficamos mais sós. Sempre tem algo para nos acompanhar. Se concentrar nos próprios pensamentos é cada vez mais difícil.
São 18 horas. Chego em casa após um dia chato de trabalho. Alimento o gato. Tento brincar com ele. Ele quer rua. Volto para a solidão. O amor ainda não chegou. Admiro as plantas. Pego a câmera e decido fotografá-las. As fotos tremem. Decido sentar no sofá.
Verifico as mensagens no celular e percebo. Nunca estamos sozinhos. Sempre tem alguém on-line para conversar. Algo para se organizar. Uma canção para apreciar.
Ou um texto para inspirar.
Solidão é lava que cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo
Solidão palavra cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão
Desilusão, desilusão...
Danço eu, dança você
Na dança da solidão
Camélia ficou viúva,
Joana se apaixonou,
Maria tentou a morte, por causa do seu amor
Meu pai sempre me dizia, meu filho tome cuidado
Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado
Desilusão, desilusão
Danço eu dança você
Na dança da solidão.
Quando vem a madrugada, meu pensamento vagueia,
Corro os dedos na viola, contemplando a lua cheia,
Apesar de tudo existe, uma fonte de água pura,
Quem beber daquela água não terá mais amargura.
Desilusão, desilusão
Danço eu dança você
Na dança da solidão
(Dança da Solidão - Paulinho da Viola, 1972)
São 18 horas. Chego em casa após um dia chato de trabalho. Alimento o gato. Tento brincar com ele. Ele quer rua. Volto para a solidão. O amor ainda não chegou. Admiro as plantas. Pego a câmera e decido fotografá-las. As fotos tremem. Decido sentar no sofá.
Verifico as mensagens no celular e percebo. Nunca estamos sozinhos. Sempre tem alguém on-line para conversar. Algo para se organizar. Uma canção para apreciar.
Ou um texto para inspirar.
Solidão é lava que cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo
Solidão palavra cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão
Desilusão, desilusão...
Danço eu, dança você
Na dança da solidão
Camélia ficou viúva,
Joana se apaixonou,
Maria tentou a morte, por causa do seu amor
Meu pai sempre me dizia, meu filho tome cuidado
Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado
Desilusão, desilusão
Danço eu dança você
Na dança da solidão.
Quando vem a madrugada, meu pensamento vagueia,
Corro os dedos na viola, contemplando a lua cheia,
Apesar de tudo existe, uma fonte de água pura,
Quem beber daquela água não terá mais amargura.
Desilusão, desilusão
Danço eu dança você
Na dança da solidão
(Dança da Solidão - Paulinho da Viola, 1972)

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